29 de Janeiro de 2012

Behind the Scenes: Writer's log IV

  All quiet on the Western Front, a revisão de "Crónicas Obscuras - Cicatrizes" avançou lenta mas firmemente para o final, devendo acabar na próxima semana, mesmo tendo em conta certas áreas que merecem mais atenção. Em breve, as prioridades passarão a ser arranjar um novo beta-reader (para substituir uma que já não tem disponibilidade laboral para tal) e concentrar-me no projecto seguinte.

   Por outro lado, esta última semana foi muito fértil em colaborações com outros espaços:

- 23 de Janeiro de 2012, no blog "D311nh4", Entrevista a Vitor Frazão. Texto que termina com um desafio  para os leitores fazerem perguntas e com a promessa que a 2ª entrevista sairá quando estas forem 10.

- 26 de Janeiro de 2012, igualmente no blog "D311nh4", uma passatempo que decorrerá até 8 de Fevereiro, cujo prémio será um exemplar de "Crónicas Obscuras - A Vingança do Lobo".

- 27 de Janeiro de 2012, no blog "...viajar pela leitura...", um texto abrangido pela iniciativa "O Livro" aquele que para mim é único.  

- 28 de Janeiro de 2012, na página de Sara Farinha, 'Crónicas Obscuras' por Vitor Frazão.

26 de Janeiro de 2012

Sexualidade em Crónicas Obscuras

  Após o último post, fazia todo o sentido responder à pergunta “Existem personagens homossexuais em Crónicas Obscuras? Ora, uma vez que apenas posso falar das narrativas disponíveis ao público (“A Vingança do Lobo”; “Vigília” e “O Farol”) terei de dar uma resposta entre o “sim” e o “talvez”. Já explico.

  Pegando apenas nas 36 das personagens “mais importante” de “Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo”, existem 17 heterossexuais, 3 bissexuais (Eleanora, Gabriela e Miguel) e 16 classificados como indefinidos, ou seja, personagens cuja sexualidade não é relevante para a história e não afecta o seu modo de agir, por isso, nunca me dei ao trabalho de as “balizar sexualmente”. Por exemplo, Logan e Paul Ferguson são Obliteradores que vivem obcecados com a missão de eliminar Ocultos, contudo, nada sabemos sobre as suas preferências e, verdade seja dita, para o caso, elas não importam.

  Quero com isto dizer que entre estes 16 indefinidos haverão homossexuais? Talvez. Tudo depende se voltarei a pegar neles e se revelá-lo será relevante para as narrativas em questão.    

  No que diz respeito aos contos. “O Farol” tem apenas três personagens distribuídas em menos de mil palavras e em nenhuma delas é abordada a sexualidade. Em “A Vigília” todas as personagens foram descritas como estando, ou tendo estado, em relações heterossexuais, contudo, Brona tem o hábito de se apaixonar por pessoas, não por géneros.

  A questão da sexualidade ganha contornos mais complicados, quando tomamos consciência que além do factor “género” temos a condicionante “espécie”. Em “Crónicas Obscuras” existem vários casos de relações entre espécies diferentes, alguns bem aceites e outras nem por isso. Obviamente, a questão não é linear, variando muito de personagem para personagem, contudo, existem tendências:

  Exemplo 1: os vampiros são muito liberais a nível sexual, tendendo mais para a bissexualidade, do que para a homo ou hetero. Por outro lado, no que diz respeito a relações entre espécies, não hesitam em envolver-se com humanos, mas ficam de pé atrás com outro Ocultos. Em “A Vingança do Lobo”, isto é bem visível com Eleanora, que sempre teve amantes vampiros e humanos, de ambos os sexos, sem nunca ter ouvido uma única crítica, até ao momento que se envolveu com um lobisomem.

  Exemplo 2: Os lobisomens tendem a ser extremamente preconceituosos no que diz respeito a relações com outras espécies e mesmo entre raças diferentes de licantropos, dado à sua obsessão com a pureza do sangue. Quanto à homossexualidade, ainda não me ocorreu escrever sobre a sua relevância entre os licantropos, não obstante, tendo em conta a personalidade deles como espécie, é provável que se ela existir será às escondidas. No debate sobre o tema, não posso deixar de mencionar o fenómeno biológico Atracção: (http://cronicasobscuras.blogspot.com/2010/05/lobisomens-atraccao.html).    

24 de Janeiro de 2012

FF 2011 – Fall out: Homossexualidade

  Este texto foi feito no rescaldo do Fórum Fantástico 2011 e deixado na gaveta (ou no armário?) porque na altura preferi explorar "Behind the Scenes: Influências". Um debate com uma colega fez-me repescá-lo.
  No decorrer da apresentação “Os Sexos na Literatura Fantástica”, durante o Fórum Fantástico 2011, uma das questões abordadas foi a aparente ausência de personagens homossexuais nos livros analisados (sublinhe-se “aparente”, mas isso é outra guerra).

  Contrariamente a alguns espectadores isto não me causou surpresa, pois tenho consciência que lidamos com livros, não catálogos da Benetton imbuídos da necessidade patológica satisfazer o politicamente-correcto, representando todo o espectro da Humanidade. Um livro pode não ter personagens homossexuais, pelo mesmo motivo que não tem gente de todas as raças e credos, porque elas seriam supérfluas, ou mesmo ilógicas, para a estória em questão.

  Em segundo lugar, não acho que seja verdade. Muitos livros do género fantástico têm personagens homossexuais. Verdade, em menos quantidade que as heterossexuais e em alguns casos essa classificação não é aceite por todos, contudo, isso não é a mesma coisa que dizer que elas não existem. Um dos casos mais famosos é Albus Dumbledore, cuja sexualidade nunca é discutida nos livros (porque o seria?), mas a própria J. K. Rowling admitiu que na concepção da personagem sempre o considerou homossexual.

  “Ó Vitor, isso foi só um golpe publicitário, com certeza!” Talvez, sim. Aliás, é bem provável que assim seja.

  Mas a questão aqui não é a veracidade da alegada homossexualidade, mas a irrelevância da sexualidade da referida personagem para a narrativa em questão. Se preferirem outro exemplo: a bissexualidade de diversas personagens (que me lembre, assim de repente, pelo menos seis) de “A Saga dos Otori” por Lian Hearn, pouco ou nenhum peso tem no percurso dos eventos narrados. Claro que, por outro lado, também existem casos do oposto, nomeadamente, na saga “Sevenwaters” de Juliet Marillier, onde a homossexualidade de uma personagem (não direi qual para evitar spoilers, mas os fãs sabe de quem estou a falar) não conduz a narrativa, mas dá pequenos “toques” nela.     

  Não quero fazer deste post uma mera listagem de livros de fantasia e ficção científica onde surgem ou deixam de surgir personagens homossexuais (até porque isso levaria a muito outros debates e se quiserem entrar por aí, é para isso que servem aos comentários), por isso, limitar-me-ei a indicar que elas existe e que, muitas vezes, apenas não o notamos com mais clareza porque os autores não querem fazer um grande alarido da questão. Porque é que o fariam? A não ser que a estória em si seja concebida para levar a uma reflexão sobre o tema, a sexualidade da personagem é apenas uma entre várias características. Acho que ninguém quer ler sobre uma personagem tão bidimensional que a homossexualidade seja a sua única característica. Aliás, na minha opinião, um autor que use tal personagem, só para dizer que o fez, está apenas a perpetuar um estereótipo e não a representar uma comunidade.

  Referido o tema, parece-me lógico que tenho de aproveitar para abordar a questão no âmbito de Crónicas Obscuras. Assim sendo, no próximo post, 26 de Janeiro de 2012: “Sexualidade em Crónicas Obscuras”
      

22 de Janeiro de 2012

Behind the Scenes: Writer’s log 3

  Depois da semana passada ter sido fraquinha, retomei o ritmo, embora continue a achar que ainda há por onde melhorar.

  Continuei a rever o texto “Crónicas Obscuras – Cicatrizes”, dando especial atenção aos diálogos que envolvessem os vampiros Kurt Jameson, Nuti e Ollie Oppedisano (Oppy, para os amigos), o primeiro por citar músicas, a segunda por ser uma cabra convencida e o terceiro pelo calão que usa.

  Outro ponto forte da revisão foi o capítulo da “orgia de sangue”, que a cada releitura acho sempre que falta alguma coisa mais… visceral. Daqui a uns dias, quando tiver o distanciamento necessário, voltarei a ler, para ver se foi desta que acertei…

  Por sugestão do público, coloquei legendas mais pormenorizadas no álbum “Diário Visual” na   página de “Crónicas Obscuras” no Facebook). Por si só, actualizar as fotos já publicadas, foi um exercício interessante, que me obrigou a reflectir sobre certas ideias. Antes de mais, até agora, todas as imagens têm estado relacionadas com os trabalhos de revisão e estou curioso para ver o efeito de alargar o espectro, não só quando voltar à escrita propriamente dita, com também passar a utilizar o álbum para recordar conteúdos mais antigos. Veremos…

  Seja como for, terão de ser vocês a decidir se as legendas tornam o “Diário Visual” mais apelativo, aliás, desafio-vos a irem lá espreitar e lembro que o compromisso dos 500 seguidores continua de pé… 

18 de Janeiro de 2012

Behind the Scenes: Baptismo XI - David Ulster

David Ulster é demasiado bom rapaz para ser uma das minhas personagens favoritas e o facto de pretencer aos Obliteradores apenas piora a situação. Apesar disso, não o quis prejudicar por mera implicância. Afinal, ele só é simpático, corajoso, honesto, disciplinado e altruísta ao ponto de dar a vida pelo próximo, porque eu o fiz assim, um herói completamente banal.

Escolhi baptizá-lo David por três motivos, é um nome relativamente comum nos EUA, tem uma conotação que mistura heroísmo com inocência e é um daqueles que associo automaticamente a personagens louras.

Quanto a Ulster é o nome de uma província irlandesa e quis que esta personagem, que tem tanto de all-american, revelasse alguma ligação ao old country.

15 de Janeiro de 2012

Behind the Scenes: Writer’s log 2

  Mais uma vez comprova-se a velha máxima: “se queres fazer Deus rir, conta-lhe os teus planos” (isto, claro, partindo do pressuposto que um amigo imaginário é capaz de rir…). 

  Três dias afastado de toda e qualquer coisa remotamente similar a um computador, durante os quais também não tive muito tempo para me concentrar na escrita (excepto relatórios), fez com que os progressos desta última semana tenham sido insignificantes. Avancei um pouco na revisão de “Crónicas Obscuras - Cicatrizes”, enfrentando alguns dos problemas da semana anterior em menor escala, e usei os poucos momentos que pode despender sem pensar no trabalho para reflectir sobre o caminho que deverei seguir com o Projecto CO-TP (narrativa, construção de personagens, modo de divulgação, etc).

  Veremos como correrá a próxima semana…

10 de Janeiro de 2012

Lyrics - continuação de Behind the Scenes: Writer's log 1

  Em “Behind the Scenes: Writer I” (http://www.cronicasobscuras.blogspot.com/2012/01/behind-scenes-writers-log-i.html) mencionei que o vampiro Kurt Jameson, personagem que surge pela primeira vez em “Crónicas Obscuras – O Pergaminho de Fenris”, é conhecido por, volta e meia, introduzir citações e títulos de músicas nos diálogos, algo que condiz com ele e tem um resultado interessante no texto, todavia, não é feito sem algumas dificuldades.

  O problema com substituir parte de diálogo por referências musicais, tal como encontrar a citação certa para o local ideal, é que se elas não surgem naturalmente, dão uma trabalheira desgraçada a achar, requerendo muita pesquisa, repleta de avanços e recuos. Muitas vezes nem adiante que a resposta esteja numa música que tenhamos ouvido centenas de vezes, basta nas últimas horas ou dias termos outra banda sonora na cabeça para nos escapar. Como a última palavra na sopa de letras, podemos estar mesmo a olhar para ela e não a ver. Condicionados não só pelos nossos gostos, como por centenas de variáveis que nos leva a pensar, naquele exacto momento, em determinadas músicas em detrimentos de outras, somos obrigados a despender o dobro do esforço para conseguir um resultado satisfatório.

  É bem mais fácil mudar um diálogo para encaixar numa citação, do que encontrar a citação certa para um diálogo existente, uma vez que não se trata apenas de achar uma palavra ou outra, mas toda uma frase cujo sentido encaixe na perfeição.

  A coisa complica-se ainda mais quanto nos lembramos que as músicas seleccionadas não devem coincidir com os meus gostos, mas com os de Kurt, tendo de fazer sentido no que diz respeito à concepção da personagem e não podem ser posteriores a 2007.

  Passo a explicar, talvez nem toda a gente que leu “Crónicas Obscuras –A Vingança do Lobo” se tenha apercebido que a história ocorre no Verão de 2006, cinco anos depois da morte da família de Lance “Meia-Raça”, a 25 de Julho de 2001, uma das poucas datas referidas na obra, ora, uma vez que os eventos de “O Pergaminho de Fenris” e “Cicatrizes” têm lugar no Inverno seguinte, aproximadamente em Janeiro e Fevereiro de 2007, não faria sentido Kurt referir músicas posteriores.    

  Já agora um exemplo. Num dos capítulos existiram duas oportunidades para substituir diálogo por citações de duas músicas distintas de Guns N’ Roses (embora goste de algumas, não sou, exactamente, o maior fã da banda, porém, como tinha dito antes, o texto tem de reflectir os gostos de Kurt não os meus). Ora, como não quis citar a mesma banda duas vezes num capítulo tive de escolher entre usar Catcher in the Rye ou Dead Horse. Lembrem-se que a escolha não se prende com gostos musicais, mas com aquilo que faz mais sentido, sendo isso que me levou a pender para Dead Horse, após uma pequena pesquisa. Dead Horse faz parte do álbum Use Your Illusion I de 1991, enquanto Catcher in the Rye pretence a Chinese Democracy de 2008, um ano depois dos eventos de “Cicatrizes”, e embora eu pudesse contornar a questão com o facto de ter escapado para a Net um demo  Catcher in the Rye em Fevereiro de 2006, achei que fazia mais sentido que Kurt, nascido em 1962 e transformado em 1986/1987, tivesse uma maior familiaridade com a canção mais velha.    
  “Parece muito trabalho para tão pouco” dirão. Verdade, trata-se apenas de uma excentricidade da Kurt, um pormenor relativamente insignificante, contudo, na minha opinião, são essas pinceladas finais que dão textura às personagens, tornando-as de “coisas” a entidade interactivas. Não dá mais trabalho do que encontrar a arma certa para determinada cena ou pesquisar a fauna da área onde ocorre a acção. De qualquer modo, nem sempre dá trabalho. Como disse, por vezes os resultados saem naturalmente.    

8 de Janeiro de 2012

Behind the Scenes: Writer's log 1

  A primeira semana de 2012 não foi carne, nem peixe, ou seja, ficou aquém dos objectivos, mas também não resultou num completo desperdício.
  Na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook foi activado o “Diário Visual”, sendo ainda demasiado cedo para dizer se foi uma ideia interessante ou nem por isso. No fundo, serão vocês, mais do que eu, os juízes.

  A revisão de “Crónicas Obscuras – Cicatrizes” avança devagar. Em parte porque sempre que alcanço um bom ritmo fico com a impressão que estou a ser descuidado, por isso, prefiro recuar, abrandar e reler com redobrada atenção. Afinal, as revisões não são para serem feitas depressa, mas bem. Não me adianta ficar todo satisfeito por ter verificado o texto todo em 4 dias, se depois tenho de fazer o triplo das revisões.

  O segundo motivo esteve relacionado com a especial atenção que tive de dedicar às intervenções do vampiro Kurt Jameson, muitas das quais precisei de rescrever na íntegra. 
  
  Entre outras coisas, Kurt Jameson, personagem que surge pela primeira vez em “Crónicas Obscuras – O Pergaminho de Fenris”, é conhecido por, volta e meia, introduzir citações e títulos de músicas nos diálogos. É uma característica que encaixa bem na sua personalidade e que não provocou problemas na narrativa anterior, contudo, revelou-se menos pacífica nesta, onde ele tem um papel mais destacado. Na versão 1.0 de “Cicatrizes” achei que tinha incluído o número suficiente destas referências, avaliação que mudei ao ler o texto na íntegra, considerando que preciso de colocar mais para reflectir na perfeição essa característica, mas não tantas que se tornem desinteressantes ou mesmo chatas.

  Como também eu não quero tornar-me muito chato, deixarei para outro post o desenvolvimento dos problemas específicos deste género de diálogo, para já, basta dizer que tentar fazer a substituição à medida que se revê o texto obriga a perder o dobro do tempo e quebra o ritmo de trabalho. De futuro, optarei por simplesmente marcar as secções, para lidar com elas no dias reservados em exclusivo para isso.

4 de Janeiro de 2012

Behind the Scene: Origem

  Os conteúdos que referi em posts anteriores (http://cronicasobscuras.blogspot.com/search?q=Influ%C3%AAncias) são influências que identifiquei automaticamente e, como tal, aquelas que considero mais marcantes. Todavia, a soul searching que envolveu escrever estes textos incentivou-me a escavar mais fundo, tentando identificar outros sussurros nas minhas orelhas criativas. De modo a cumprir essa meta, decidi fazer uma série de perguntas a mim mesmo, a mais importante das quais:

  Quando surgiu a ideia para “Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo”?

  Penso que já referi em posts anteriores, “A Vingança do Lobo” começou a ser escrita em 2007, quando saí da Universidade, contudo, as suas raízes vão mais fundo (como é habitual). Creio que a ideia tomou forma pela primeira vez em 2003, antes de acabar o secundário, altura em que, se bem se lembram, tinha desistido de escrever criativamente, embora o meu cérebro se recusasse a desactivar essa função. Como devem imaginar, o conceito original era muito diferente daquilo que acabei por escrever anos mais tarde, porém, já tinha todos os pontos chaves: dark fantasy, utilização de criaturas mitológicas, uma vingança e o envolvimento inadvertido de uma humana. O primeiro combate no Central Park foi a única cena que quase não sofreu alterações desde a ideia inicial.

2 de Janeiro de 2012

Behind the Scene: Baptismo X - Kate e Mónica

  Kate Midwaay e Mónica não podiam ser mais diferentes. Não possuem nada em comum, tirando o facto de ambas terem sido baptizadas em homenagem a duas das mulheres mais belas do mundo: Kate Beckinsale e Mónica Bellucci.

Kate Beckinsale

  Se Kate Midwaay partilha com a sua homónima um ar acolhedor e simpático de girl next door, Mónica, tal como Bellucci, tem uma voluptuosidade de cortar a respiração e imana uma aura de beleza letal.   

Mónica Bellucci